Um novo relatório do Bank of America, divulgado nesta quarta-feira (3), projeta que a Copa do Mundo de 2026 pode injetar cerca de US$ 41 bilhões no PIB global e gerar mais de 800 mil empregos em todo o mundo.
O estudo destaca ainda que o torneio será o primeiro da história marcado pelo uso massivo da inteligência artificial, com um engajamento digital sem precedentes
Impacto econômico e geração de empregos
Segundo o relatório, somente nos Estados Unidos, a Copa do Mundo deve gerar cerca de 185 mil empregos e mais de US$ 17 bilhões em PIB.
O documento aponta que diversos setores da economia serão diretamente beneficiados pelo torneio.
“Há uma série de indústrias que vão se beneficiar. Obviamente, turismo — as pessoas precisam de hospedagem —, alimentação e bebidas”, afirmou o estrategista-chefe do Bank of America, Michael Hartnett.
“As pessoas costumam querer comprar artigos esportivos, então os produtos esportivos também vão se beneficiar disso”, completou.
A primeira Copa da Inteligência Artificial
Além do impacto econômico, o relatório do Bank of America classifica o torneio de 2026 como a primeira Copa do Mundo da Inteligência Artificial.
As estimativas indicam que mais de 90 petabytes de dados diretos do torneio serão gerados — o equivalente a aproximadamente 90 bilhões de megabytes —, um volume 45 vezes superior ao registrado na última edição da Copa do Mundo.
Michael Hartnett afirma que a escala do engajamento digital é inédita.
“A final em si pode consumir, naquele dia ou naquelas poucas horas, 7% de todo o tráfego global de internet, o que é bastante impressionante”, destacou.
Ele lembrou ainda que a final de 2022 foi assistida por 1,5 bilhão de pessoas, que simultaneamente interagiram com redes sociais e outras plataformas digitais, gerando um volume imenso de dados e atividade de inteligência artificial associada ao evento.

